Tirar conclusões. Este é o momento em que
se torna totalmente válido olhar para o que passou e entender tudo, até
conseguir concluir o quanto que valeu a pena, ou não valeu, talvez. Começamos o
ano repletos de boas expectativas, pode-se dizer que isso já se tornou quase
regra, a empolgação de que o ano renderá, de que tudo será feito perfeitamente
como se deve ser, ou também aquele pensamento de "agora vai!",
"dessa vez vou fazer, acontecer". Agora que já vivido tudo, ou quase
tudo, lá vai a retrospectiva.
Comecei bem. Tudo
encontrava-se em seu devido lugar, a vida estava organizada, tinha tudo pra dar
certo. A vida estudantil prometia muito, como promete a cada bimestre, afinal,
o Sesi é cheio das surpresas, nunca sabemos o que está por vir e isso gera um
turbilhão de possibilidades. Eu também já vinha me preparando psicologicamente
para enfrentar o curso técnico no Senai unido à loucura que é o Sesi. Acredito
que não me preparei o suficiente, nunca dá pra estar totalmente preparada, mais
uma vez tive que ir aprendendo com os chutes que a vida dá, adaptar horários,
dormir menos, estudar mais, ter mais coisas para se preocupar, aliás, muitas
coisas.
Posso estar muito
enganada, mas por vários momentos, durante o ano, concluí que tudo dá certo no
final, independente do tumulto passado para conseguir resolver as coisas e
cumprir os prazos, recuperar uma nota ou apresentar um seminário sem estar
preparada para o mesmo. Se é sorte eu não sei, mas dá certo. Talvez seja uma
confiança excessiva em mim mesma, que faz parte de mim pensar "calma, nem
se desespera, vai dar certo, sempre da", mesmo quando a outra parte está
pensando "já era, está tudo perdido, fracassei". Pensar positivo pode
ajudar também. Nenhuma teoria confinada até então. Só sei que com essa ideia,
por inúmeras vezes evitei sofrimento desnecessário, e sim, tudo deu certinho
até agora.
Cada um dos bimestres
foi recheado de coisas bacanas, amizades novas, agregações nas minhas ideias e
pensamentos, motivações a buscar mais conhecimento e oportunidade de estudar
sobre coisas que já me interessavam. Comecei o ano numa oficina que tratava
sobre sexo afins, “Amor e Sexo”, trazendo uma boa bagagem sobre alertas contra
doenças sexualmente transmissíveis, além de tornar o tema que por muitas vezes
é visto como um grade tabu, algo natural de se discutir e debater. Além disso,
nessa oficina tive a oportunidade de escrever um pouco sobre os gêneros, falar
sobre a homossexualidade e a diversidade.
Curiosamente, no segundo bimestre foi ofertada uma oficina sobre
diversidade de gênero e eu achei surpreendente a ideia de trabalhar um assunto
como esses com os alunos, por já ter um breve conhecimento sobre o tema, e
assim fui para essa oficina e foi incrível. Liberte-se. Melhor oficina do ano e
da vida escolar no Sesi até agora. Os meus melhores amigos encontrei lá,
tivemos a oportunidade de mudar em muita gente as ideias erradas tidas sobre o
tema e nos abrir para tratar do mesmo. E dessa oficina saí com pena por ter
acabado, querendo ela novamente e o melhor, sensação de missão cumprida.
No terceiro bimestre participei de uma oficina, nem tão incrível assim. “Não
Entendo Direito”. Se tratava do direito, leis, advocacia, constituição e assim
por diante. Posso dizer que foi proveitoso tudo estudado lá, aprendi bastante
sobre as divisões de funções dentro de um tribunal, entendi mais sobre o que é
o direito, entretanto, nada me muito surpreendente ou encantador. No quarto e
último bimestre, voltei a me animar. Uma oficina sobre literatura foi ofertada.
“E agora José?”. Vi ali uma boa oportunidade para me descobrir dentro desse tema,
aumentar meu conhecimento sobre. E como eu esperava, está sendo muito interessante.
Em meio a todos esses acontecimentos, rolou muita música com o grupo que
unimos entre quatro amigos do colégio. Banda D’Verso. Tocamos em alguns
eventos, dentro e fora do colégio e isso também acrescentou bastante em mim.
Achei válida essa citação, afinal a banda, de uma certa forma também provém do
colégio.
Portanto, já posso concluir. Proveitoso. Sem dúvidas o ano escolar de
2015 foi muito bem aproveitado, cada detalhe. Nenhum bimestre foi confluído sem
que fosse carregado uma boa bagagem de conhecimento, e isso me traz uma sensação
ótima. Além de tudo, conforme as oficinas acontecem, somos convidados a
conviver com muitas pessoas, de diferentes personalidades e temperamentos.
Aprender a ter essa convivência também agrega muito, sinto que amadureço,
trabalho bastante meu interior para ter harmonia com o próximo, me tornando, ou
pelo menos tentando me tornar melhor a cada dia.